Um Vale de Lágrimas
Um vale de lágrimas
que correm para o mar,
que salgam o próprio mar,
águas vindas da seca,
areia assoreando,
sinhô se assenhorando
do arenoso leito,
extraindo diamantes,
devolvento excrementos;
a pobreza discrepante,
a fome e a demência,
um vale de lágrimas.
Escrito em Pedra Azul, no ano de 1996
Publicado em Poesia Escolhida
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